quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Música para o meu crítico

Esse som nem forma tem
Nasce já com um certo receio
Do dedo indicador
Do crítico pirraceiro

A ti criticaria
Se tivesses poesia
E antes de me acusar
Como Clapton já dizia
(Take a look at yourself)

Porque, eu me pergunto
Precisamos dos moribundos
Com seus dedos nauseabundos
A acusar-nos de infecundos
Improfundos ou até imundos

A verdadeira imundice
É nascer carrancudo
E buscar a tolice
Onde só há


REFRÃO
Lá lá lá
Alegria, alegria
Alegria e criatividade
Cantemos à vontade
Nem liguemos pros covardes

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Você não sabe

(Tocar dedilhada a primeira parte, variar baixo entre corda A e E, tocar baixo duas vezes como num maracatu meio blues.)
D7/9 Am6
Meu amor, o que aconteceu?
Esse teu tchau, me estremeceu
Meu amor, o que é que te de-eu
Sair assim sem dizer adeus

G6 (baixo subindo de F até G#)
Foi um outro cara ou esta sua
D7M-D7M-D7M-D7M-D7M
ânsia de viver?
G6
Foi o mesmo cara ou você
D7M
sequer sabe porquê

(Toca todas as cordas do acordes juntas e repetidamente, a subida dá uma sensação de agonia)
Eo Fo GoGoGoGo
E o que faço meu sentimento?
Eo Fo GoGoGoGo
E o que faço meu sentimento?


(Sambinha)
Bm C#m
Ah,
Bm C#m
já racionalizei
Bm
Você não leu,
C#m
eu sei
Bm
Não aprendeu,
C#m
meu bem
Bm
E não sentiu também
C#m D#m
Você só sabe se gabar
Bm
E esnobar

(Maracatu)*
E7/9 (variando o baixo entre E e B)
Você não sabe querer
Você não sabe gostar
Você não sabe amar
Você não sabe se dar

Você não sabe querer
Você não sabe gostar
Você não sabe amar
Você não sabe se dar

Você...

Diferente

(Diferente)
Olho para o mundo
E me disfarço de contente
Faço uma bela música
E preciso agora de patente

(Diferente)
Não posso nem mais criar
Em minha aleatória mente
Teoria, ciência e arte
Fazer as coisas livremente

(Diferente)
Diferente é o que me sinto
Quando vejo esse ambiente
De pessoas sempre iguais
Engolindo facilmente

(Diferente)
O mundo está perdido
E falo sinceramente
Chegará rápido o momento
O colapso é eminente

REFRÃO
Meu amigo, se oriente
Não aceite essas bobagens
Que te dizem, francamente
Pense e questione
E me ajude a ir em frente

domingo, 14 de setembro de 2008

Filosofia Rock and Roll

D (rock) D C# C
Já cansei desse projeto que é muito chato
C (rock) C C# D
Já cansei desse horário todo regulado
D (rock) C C# D
Cansei do tudo-isso todo-dia e também do trabalho
C C# D
Do trabalho
C C# D
Do trabalho

Já cansei do lero-lero, do papo furado
Cansei-me da polícia, do prefeito e o deputado
E de ser tratado como um jovem idiota, um pirralho
Um pirralho
Um pirralho

D (rock) D D# E
E um mundo novo agora eu quero criar
E (rock) E D# D
Peço a você que venha já me ajudar
D (rock) D D# E
Vamos minha gente, nossa vida vai ser do caralho
D D# E
Do caralho
D D# E
Do caralho


CHORUS
E (rock) B (rock)
Churrasco todo dia, cerveja, futebol e mulher (paptchuba pa, pará ptchuba)
D (rock) A (rock)
Buteco todo dia, um rango baseado em café (paptchuba pa, pará ptchuba)

B (rock) B C C#
Mais música e arte, sexo e filosofia
C# (rock) C# C B
Uma algazarra com bastante putaria
B (rock) D D# E
Vamos minha gente, nossa vida vai ser do caralho (yeahhhhh)

REPETE CHORUS

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Enquadrado

C
A sociedade não é aberta
F
A novidade
C
Quando eu era pensador, eu não tinha
F
oportunidade

D#
Foi a TV que me salvou
G#
E deus, nosso senhor
F#
Me enquadrei à sanidade
Da sociedade / Da sociedade
F F# G
Da sociedade burguesa
G G F# F
Da sociedade burguesa
F (século 21, hein)

C
Nem lembro o que seria
F
Aquela tal filosofia
C
Ideologia, o que será?
F
Preciso é me calar (shhhh!)
F F# G
(O show já vai começaaaar)

G G F# F F

C
Das idéias me livrei
F
E com Ford me casei
C
Cadê minha liberdade
F F F# G G# G# G F# F E
Eu vivo dentro desta caixa!!

(Toca duas vezes em cada nota, abaixo)
F# G G# G# G F# F F/A
Agora sou um robô-ô
Agora sou um robô-ô
Agora sou um robô-ô
Agora sou um robô-uô-uô-uô

sábado, 6 de setembro de 2008

Amor na caverna

Com a lanterna que procuro
Não é de fato o quê
Quem é, está escuro
Talvez seja você

Que canta-tonta
Sem se dar conta
Esse um pouco / Ritmo louco
De algum sozinho
Carente inconsequente
Careta de carinho

Sei que há
Alguém pra moi
Que encaixa
Não sem embuste
É preciso um ajuste
Pra tampa fechar
Corpo e alma colar
E então só amar (ahhh)

Moça que me escuta
Atenção à letra
Economize-me a labuta
Não hesite, seja maluca
Traga logo sua maleta
E venha comigo cantar

REFRÃO
Não temos tempo a perder (titã)
O mesmo não pára (cazuza)
A música é a vida
E a vida é muito curta
Odara você, odara

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Poema do canto da página

A página acaba
Mas não os pensamentos
Deste poema que fiz
A desabar os sentimentos

Aqui estou sozinho
Desde que larguei meu ninho
Me sinto pequenininhozinho
Agulha no palheiro

Há tanta palha a mover
E na floresta, há o fogo
Da fábula, sou o beija-flor
Mas o incêndio se espalha

Já não sei o que fazer
Ou a quem apelar
Mesmo amor já não tenho
Vou então compositar

Aqui onde cheguei
Já não posso mais voltar
Comprometi a mim mesmo
Ao mundo tentar salvar

Não me passa à cabeça
Nem ao menos suicidar
Só quero o aconchego
Do teu colo a me ninar
A meninar
Amenizar
Amém
Amar