segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Poema do canto da página

A página acaba
Mas não os pensamentos
Deste poema que fiz
A desabar os sentimentos

Aqui estou sozinho
Desde que larguei meu ninho
Me sinto pequenininhozinho
Agulha no palheiro

Há tanta palha a mover
E na floresta, há o fogo
Da fábula, sou o beija-flor
Mas o incêndio se espalha

Já não sei o que fazer
Ou a quem apelar
Mesmo amor já não tenho
Vou então compositar

Aqui onde cheguei
Já não posso mais voltar
Comprometi a mim mesmo
Ao mundo tentar salvar

Não me passa à cabeça
Nem ao menos suicidar
Só quero o aconchego
Do teu colo a me ninar
A meninar
Amenizar
Amém
Amar

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