Pobre de meu coração
Onde uma pedra foi cravada
Por sua graça inteligente
E (im)perfeitamente acabada
Depois de tudo isso, tudo aquilo
Já não posso aceitar
Com qualquer outra me deitar
E não consigo evitar
Do virtuosismo buscar
Quem com ela já esteve
(E entendeu o que é isso)
Não mais vai com qualquer uma
Ou se, dada a força dos hormônios
A esse ponto chega
Dia seguinte, olha-se ao espelho
E é devorado pelo vazio
Pelo vazio
Talvez aqui eu tenha vindo
Para da mesma espécie
Um ser buscar
Mas agora já percebo
Que não será fácil encontrar
Do vazio tenho medo
O espelho me devorou
No jogo atual da minha vida
Atuo como zagueiro
Mas espero ainda fazer gol
Depois de um drible sem medida
Pra empolgar toda a torcida
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
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