segunda-feira, 4 de agosto de 2008
O humanismo nos tempos modernos
O poeta capitalista
tem pressa
de chegar
a nenhum lugar
O tempo moderno
Nãonão perde tempo
Anda, marcha, corre
E ciao
Ficamos para trás
Corremos sem orelhas
Rainhas vermelhas
Fechamos os olhos
Ajeitamos os antolhos
Eu não!
O sentimento
no melhor
Sentido
da palavra
Não pode estar!
associado
Ao mundo
capitalista
Hollywood não ama ninguém
E é por isso
Que
não
não
mil vezes não
não sou capitalista
E é por isso
Que eu te digo
que o capitalismo
tem que mudar
Eu disse
mudar
Eu não disse
Morrer
O capitalismo social
É a saída para o mundo
O capitalismo ambiental
É a saída para o mundo
Alguém me ajudará a tirar
os antolhos
desta gente?
A desigualdade social entre
indivíduos
nações
continentes
e mundos e planetas possíveis
perto ou longe
é a raiz de todos os problemas
sociais
que consigo imaginar
(mas sou um ser bem limitado)
Gore argumenta
O capitalismo socioambiental
É rentável
Dá dinheiro
Dinheiro
Essa coisa
Horrorosa
Que eles adoram
E só o capitalista burro
(Provavelmente a maioria)
É que ainda não percebeu
Socioambientalismo já!
Gaia já não aguenta
Tanta emenda, remenda
Imunda, inunda e catástrofe
E morte e destruição
E guerra e fome e exploração
E injustiças
Injustiças
tão grandes
Tão
Grandes
Isso é muito difícil ver
Acontecer
Pela janela
Ali do lado
Aqui
do lado
E achar
normal
ah, bom
Sorte é que a gente
Tem
Ainda bem
O samba
A bossa
O jazz
O rock
O blues
Pra escutar
O golo
Pra tomar
O pito
Pra pitar
E as muié
Pra amar
Amar demais
Demais
tem que ser
Demais
pra valer a pena
Viver
nesse mundo
cão
E tenho
apenas
uma única coisa a
Acrescentar
Permita-me uma
correção de caráter
Secular
filosófico
e alegórico
O homem
é o lobo
sim
caro Hobbes
dele mesmo
mas adiciono
o homem é o lobo
e também a lebre
do próprio homem
Carpe diem!
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